Um famoso roteirista americano, a qual não lembro o nome, ao ser perguntado qual a mais valiosa dica de roteiro que poderia dar: escrever, reescrever e reescrever.
Falo isso agora porque nesse momento, chegamos a uma versão de roteiro bem próxima do ideal em MATINTA, depois de muitas discussões e versões e mais versões.
Como MATINTA tem uma pegada forte de suspense, não vou colocar no blog o roteiro na íntegra, mas contarei sobre como essa história saiu de lembranças familiares para a tela do cinema.
Tudo começou com uma história que me mãe me contava sobre um “causo” de matinta perera no interior de Bragança, onde ela nasceu. Meu bisavô teria uma amante, que segundo a população local virava Matinta. Um dia a primeira mulher desse meu bisavô pisou em uma folha e sentiu uma picada. A folha não continha nenhum espinho. Desse ferimento, ela adoeceu e morreu. O povo atribui tudo ao feitiço da Matinta. No velório, mulheres colocaram duas agulhas em forma de cruz atrás da cabeça dela e quando o pássaro da matinta foi assombrar a morta, ele saiu ferido.
Dias depois, segundo essa história, a tal Matinta também teria morrido.
A partir dessa história eu crie um primeiro tratamento, com uma estrutura que acho permanece ainda hoje bem forte. O Adriano Barroso trouxe novos elementos interessantes e juntos fizemos a 1a versão do roteiro. E desde então temos trabalho para tornar a história ainda mais interessante.


